Dorme a cidade enquanto tu nela vagueias.
Dorme o mundo quando tu choras.
Dormes tu quando tudo acorda,
Dormes tu enquanto a vida acontece.
Como um estrangeiro que deambula na cidade. Perdido.
Como um estranho que caminha olhando o chão,
Esquecendo que existe vida dentro dele.
Como uma ave a quem amputam as asas.
Fechas-te no teu casulo onde só tu tens lugar.
Onde ninguém entra, de onde tu não sais.
E dormes enquanto tudo em teu redor vive.
E continuarás a dormir sem sonhar.
Esperando o acontecer,
Do nada se transformar em tudo.
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Ideia engraçada, "demotivação geral" é a ideia que me ocorre para este poema muito bem escrito.
ResponderEliminarmilu