Se vou ter asas?
Não sei.
Mas que irei voar,
Irei.
O resto?
É a “sombra de árvores alheias”
Que nos incomodam enquanto sonhamos.
Sombras que aguardam o nosso naufrágio,
Esperando que afundemos.
Que sejamos sepultados e enterrados,
Que a terra suja nos esconda.
Aguardam o nosso cair.
Não esperando que nos levantemos.
Aguardam que sejamos consumidos.
Esperando o nosso fim.
Mas, “o sonho comanda a vida”.
Se vou ter asas?
Não sei.
Mas que irei voar,
Irei.
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