E raiava o sol, e as ondas, e o mar passava por entre as rochas. Ali estava Beatriz, este o seu nome, à espera. De algo, de alguém, não se sabe. Mas ali permaneceu a olhar, sem nada ver. A observar o mais ínfimo pormenor, mas sem nada alcançar. Era um dia ensolarado, e a doce brisa tocava a sua bela face, morena, queimada pelo sol, o seu cabelo castanho. Pensativa, calma e serena. Enfim, uma menina que não era mais uma menina. E aquele mar acalmava-a. Era na fúria das ondas que ela descarregava a sua raiva. Mas era na mesma fúria que ganhava forças para o resto, para a vida. Para a sua vida. Agora sim, podemos começar. Era uma vez uma rapariga chamada Beatriz e só ela poderá narrar o resto da sua história
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